Governo do Distrito Federal
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2/03/18 às 9h06 - Atualizado em 20/08/20 às 13h16

Projeto de Monitoramento de Médios e Grandes Mamíferos Silvestres

Como o projeto surgiu

A idéia do projeto surgiu após relatos da presença de uma onça-pintada (Panthera onca) nos limites da Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae). Tal fato levou a equipe do Ibram a iniciar o monitoramento. No dia 9 de outubro de 2014 foi realizado o primeiro registro oficial de onça-pintada (Panthera onca) nos limites do Distrito Federal. A presença de um macho adulto de Panthera onca nesta Estação Ecológica é uma oportunidade única de monitorar essa espécie topo de cadeia.

 

Desse modo, no mesmo ano de 2014 foi instituído o programa de monitoramento de médios e grandes mamíferos do Distrito Federal – DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do DF – RIDE . Esse monitoramento tem o objetivo de inventariar quais espécies de mamíferos estão presentes no território do Distrito Federal (DF) e entorno, bem como identificar áreas utilizadas como corredores ecológicos e áreas prioritárias para a conservação dessas espécies.

 

Sobre o grupo monitorado

O Brasil tem uma das maiores diversidade de fauna, somente de mamíferos neotropicais, ocorrem cerca de 650 espécies. O Cerrado é o terceiro bioma em riqueza de espécies de mamíferos no Brasil, com 194 espécies de 30 famílias e nove ordens, atrás da Amazônia e da Mata Atlântica. Os mamíferos correspondem ao segundo grupo mais diverso entre os vertebrados terrestres no bioma Cerrado, representando aproximadamente 15% das espécies conhecidas.

 

Os mamíferos são considerados espécies-chave na conservação da biodiversidade, pois desempenham funções essenciais na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. Os carnívoros podem exercer o controle da distribuição, densidade, e comportamento de suas presas. Os herbívoros podem moldar a estrutura e composição da comunidade de plantas, além de seu importante papel no consumo de frutos e dispersão de sementes. No entanto, os mamíferos são altamente vulneráveis à extinção devido as suas taxas de recrutamento relativamente baixas e grandes áreas de vida. Com um grande número de espécies classificadas como ameaçadas, em diferentes categorias, é evidente a relevância da mastofauna do bioma Cerrado, assim como, a obtenção de dados sobre abundância e distribuição dos táxons são muito importantes para a avaliação do status de conservação.

 

O objetivo do projeto

Ainda que alguns padrões gerais de uso de habitat sejam conhecidos, ainda há lacunas no conhecimento sobre a mastofauna do Cerrado e sua distribuição tanto em escala geográfica como microgeográfica, e dos habitats específicos. Traçar o perfil de comunidade, tais como os mamíferos, essencialmente implica em estimar a riqueza e composição de espécies. No entanto, a detecção de mamíferos não é fácil, pode variar dependendo da idade, sexo, status social, territorialidade, abundância de presas, interações intra e interespecíficas, pressão humana e ambiente físico.

 

Estudos com armadilhas fotográficas tem se revelado uma importante ferramenta para a detecção de espécies de mamíferos de maior porte, visto que possibilita o registro de espécies de hábitos críptico, noturno, de baixa densidade populacional, espécies raras e ameaçadas. Porém, cabe destacar que é um método de alto custo e que precisa dispor de longo prazo na sua execução.

 

Nesse contexto, os objetivos do projeto são: caracterizar a fauna de mamíferos de médio e grande porte; avaliar o uso do habitat dos indivíduos monitorados; subsidiar a elaboração de programas de educação ambiental voltados para a temática, definir estratégias de conservação das espécies a partir das informações coletadas e contribuir na revisão do plano de manejo da unidade de conservação.

 

O método de amostragem

O monitoramento é realizado por meio de armadilhas fotográficas e busca ativa por rastros como fezes e pegadas. As armadilhas fotográficas permitem realizar filmagens dos animais e, através das imagens, é possível identificar a espécie e até individualizar o animal.

 

O uso das armadilhas fotográficas possibilita estimar a densidade populacional e abundância das espécies que possuem algum tipo de atributo individual, como por exemplo, as rosetas da onça-pintada (Panthera onca).

 

Os locais amostrados

Ao longo dos anos do projeto, foi possível incluir novas regiões no monitoramento. O mapa da figura 1 ilustra os locais que foram monitorados.

 

Mapa dos locais monitorados pelo projeto

 

Resultados do projeto

Para acessar os relatórios do projeto clique nos links abaixo.

Relatório da ESECAE

Relatório do PNB

Relatório do Instituto Teosófico

Caracterização Espacial e Estratégias de Manejo para a Espécie Exótica Invasora Canis Lupus Familiaris na Estação Ecológica Águas Emendadas – DF

 

A fauna observada

Confira abaixo vídeos de animais encontrados.

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