Governo do Distrito Federal
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23/10/20 às 9h36 - Atualizado em 3/11/20 às 8h19

Plantio das Águas homenageia vítimas da Covid-19 e crianças que nasceram na pandemia

Dentro do entendimento que a comunidade deve se integrar aos parques, não só como usuária, mas também como cuidadora, ajudando a preservá-los, o Instituto Brasília Ambiental, por meio da sua Diretoria de Unidades de Conservação (DIRUC), está dando total apoio ao IX Plantio das Águas, que este ano tem dois objetivos especiais: homenagear as vítimas da COVID-19 e as crianças que nasceram durante a pandemia no Distrito Federal.

 

A ação, que é de iniciativa da comunidade, por meio do Movimento Ecos do Cerrado, começa no dia 25, próximo domingo, no Parque Ecológico Areal. Mas se estenderá por dois anos. Ao todo, serão plantadas mais de cinco mil mudas de plantas como Ipês, Jatobás, Jacarandá, Orelha de onça, Sangra d`água, Buriti, Urucum, Jenipapo, Oiti e Cagaita, entre outras.

 

“Serão plantas não frutíferas e frutíferas. Será um plantio diversificado, elaborado, deixando de fora plantas exóticas e outras que não têm a ver com o Cerrado do DF. Nossa intenção é, efetivamente, homenagear a vida. Cada vítima da pandemia e cada criança que nasceu, neste período, terá uma muda plantada em sua homenagem”, esclarece o tecnólogo em gestão ambiental, Edmir Moreira, coordenador do Movimento Ecos do Cerrado. Ele acrescenta que tanto os familiares de quem se foi, como os de quem chegou, serão convidados a participar dos plantios.

 

O diretor de Unidades de Conservação do Brasília Ambiental, André Luiz Cordeiro de Mendonça, ressalta que o Plantio das Águas visa, anualmente, ampliar o número de áreas plantadas nos parques que precisam dessa intervenção de recuperação de flora. “Nossa participação, enquanto órgão ambiental, é orientar as áreas mais apropriadas para receber este tipo de plantio. O restante é tudo trabalho voluntário da comunidade, coordenado pelo trabalho também voluntário do Edmir”, afirma.

 

Edimir Moreira conta que desde 2014 faz essa parceria, que considera muito bem sucedida, com o Brasília Ambiental. Explica que o nome do projeto tem a ver com alguns fatos.  “Nós, que nos consideramos ativistas ambientais, chamamos plantadores de água ao plantio que visa recuperar nascentes, feitos às margens de um ribeirão, em uma área degradada e/ou próximo a uma mata ciliar. Isso porque esse plantio vai, de alguma forma, aumentar o volume de água. Mas tem também a ver com a época de chuvas no DF. Anualmente o plantio começa no início das águas, em outubro, e vai até março quando elas finalizam”, destaca.

 

No calendário deste ano, além do Parque Ecológico Areal, onde serão plantadas simbolicamente 110 mudas, constam: o Parque Ecológico Três Meninas, em Samambaia, dia 14/11; o Parque de Uso Múltiplo do Setor O, 28/11; e o Parque Ecológico Veredinha, em Brazlândia, no dia 5/12.

 

As mudas são todas doadas. Há um trabalho de coleta de sementes, também feito e coordenado pelo Movimento, bem anterior ao recebimento das mudas. “Na época da seca coletamos sementes, entregamos aos nossos parceiros, e eles nos devolvem como mudas. Este ano elas vieram do viveiro do Lago Norte, do Projeto Pede Planta e algumas foram produzidas pelo próprio Movimento, embora não tenhamos viveiro. Todo o trabalho é voluntário”, enfatiza o coordenador.

 

Além da comunidade mobilizada pelo Movimento, o plantio contará com a participação de agentes de parques e brigadistas do Brasília Ambiental. Em anos anteriores esta ação reunia cerca de 300 pessoas, mas, devido à pandemia, o grupo deve ficar entre 30 e 40 voluntários, e todos seguindo as recomendações de segurança de prevenção à Covid-19, como uso de máscara, higienização das mãos com sabão e álcool gel e mantendo a devida distância de segurança.

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