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Terça, 28 Novembro 2017

Recursos do FAP vão permitir ao IBRAM mapear nascentes no Riacho Fundo

  Ascom


O projeto de recuperação da bacia hidrográfica do Riacho Fundo, cujo principal benefício será garantir a alimentação e a qualidade das águas do Lago Paranoá, está em vias de receber um importante suporte, com a aprovação, esta semana, pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, FAP, de uma proposta de recursos para que o Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) inicie estudos e levantamentos das nascentes localizadas da região.  Esses discretos mananciais se integram aos rios, córregos, riachos e ribeirões e são importantes contributivos do Lago, que recentemente passou a atender ao consumo da população. Conhece-los e mantê-los preservados e limpos é essencial para o futuro hídrico do DF

 

A proposta aprovada prevê a liberação de  R$ 83.450. O projeto será conduzido pelas Gerências de Recursos Hídricos (GEREH) e de Monitoramento da Qualidade Ambiental e Gestão de Recursos Hídricos (GEMON), em parceria com o Instituto Federal de Brasília (IFB). “O cuidado com as nascentes têm papel fundamental no combate à crise hídrica e é preciso urgentemente estudar o impacto que o adensamento populacional e a degradação ambiental geraram, para buscar formas de recuperação”, diz a gerente de Recursos Hídricos, Karine Karen Campos.

Com esses recursos, o IBRAM pretende atualizar estudos realizados há mais de dez anos, refazendo também novas medições sobre a qualidade da água. “A realidade da região mudou radicalmente nesse período e muitas nascentes sequer já não existem. Por isso a necessidade de um novo levantamento”, afirma a coordenadora de Estudos, Programas e Monitoramento da Qualidade Ambiental (CODEM), Patrícia Valls.  Os trabalhos começarão no início de 2018 e terão a duração de um ano. Além do diagnóstico, o projeto prevê ainda a sinalização educativa das principais nascentes identificadas.

 

Como Pode um Peixe Vivo

 

Esses estudos também são previstos no programa “Como Pode um Peixe Vivo”, um conjunto de ações cujo objetivo é recuperar as bacias hidrográficas do Distrito Federal, se iniciando pelo Riacho Fundo, uma das mais afetadas. Pelo menos vinte órgãos do GDF e organizações sociais atuarão em conjunto na recuperação das unidades hídricas, restaurando áreas degradadas, eliminando esgotos clandestinos e combatendo o despejo de lixo.

Ao lado de ações práticas, há outras voltadas à educação ambiental e sensibilização social de comunidades e estudantes. Seu símbolo é o pequeno peixe Pirá Brasília, espécie que ocorre somente no ecossistema do Riacho Fundo e sofre grave ameaça de extinção por causa da poluição. O titulo, por sua vez, se remete a um clássico do cancioneiro popular que homenageia a resiliência e o estoicismo do fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek.  O desenvolvimento desse programa de governo, com todos os seus parceiros institucionais e de sociais, será apresentado em vídeos e publicações no Fórum Mundial da Água, em março de 2018.

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