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Quinta, 14 Março 2013

Parque Ezechias Heringer em discussão

  Ascom

O Instituto Brasília Ambiental (Ibram), em parceria com a Administração Regional do Guará, realizou, dia 13 de março, no auditório da Administração, audiência pública com o objetivo de debater a alteração da poligonal do Parque Ezechias Heringer. A reunião contou com a participação do presidente do Ibram, Nilton Reis, o administrador do Guará, Carlos Nogueira, os representantes do Ministério Público, promotor Roberto Carlos Batista e promotor Canito José Coelho, além de representantes da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab), da Terracap, da Comissão para Regularização Fundiária do Parque Ezechias Heringer e da comunidade.

Durante a consulta pública, a sociedade pôde conhecer a proposta da poligonal apresentada pelo Ibram e a Comissão responsável pela regularização fundiária do local e debater possíveis modificações. Os pontos mais conflitantes discutidos na ocasião foram a inclusão no perímetro do parque da área 28 A, que atualmente pertence ao Governo Federal, e a retirada dos chacareiros que ocupam irregularmente a unidade de conservação.

O documento tem o objetivo de solucionar disparidades existentes sobre os limites do parque tratados pelo registro cartorial de 1977, a Lei nº 1.826 de 1998, que consolidou a criação da unidade, e o mapa ambiental desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente (Semarh) em 2006. A proposta procura, ainda, proteger áreas sensíveis encontradas no local como o campo de murunduns, fitofisionomia rara que exerce importante papel ecológico na manutenção do Córrego do Guará; e a lagoa de oxidação, que comporta grande fluxo e reprodução de avifauna nativa.

“Temos aqui muitos interesses envolvidos. Não será fácil, mas queremos resolver esse problema seguindo a lei e de forma pacífica. Desejamos fazer isso com celeridade, transparência e respeito com todas as partes”, disse Nilton Reis durante a audiência.

Parque Ezechias Heringer

O Parque Ecológico Ezechias Heringer, também conhecido como Parque do Guará, está localizado na QE 23, Área Especial do Guará II. Recebeu o nome em homenagem ao pesquisador que identificou diversas espécies de orquídeas em todo o território do Distrito Federal.

Dentro da área da unidade de conservação passa um trecho do Córrego do Guará, a mata ciliar de ambas as margens e áreas adjacentes. A mata de galeria encontra-se interrompida em diversos trechos, mas ainda compõe, em conjunto com as árvores exóticas plantadas na região, um maciço arbóreo. A mata é importante pela sua diversidade florística e pela sua ação como corredor ecológico para fauna entre duas unidades de conservação vizinhas ao Parque: a Reserva Ecológica do Guará e o Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo.

No Parque encontram-se 51 espécies arbóreas, 72 espécies de orquídeas e 59 espécies de arbustos e ervas, incluindo espécies raras e quase extintas.

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