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Qualidade do Ar

A poluição atmosférica tem sido objeto de discussões cada vez mais freqüentes, pois foi observado um crescimento considerável de diversas fontes de poluentes atmosféricos nos últimos anos, em especial a frota de veículos automotores em circulação. O impacto ambiental provocado pelos poluentes atmosféricos reflete diretamente na saúde humana, nos ecossistemas e nos materiais de modo que a cada dia aumenta a necessidade de dar maior atenção ao monitoramento da qualidade do ar.


Os centros urbanos, com o passar dos anos, tiveram um grande crescimento populacional e, conseqüentemente, um aumento considerável das atividades antrópicas necessárias para atender à população (transporte público, indústrias, obras diversas, etc). O impacto destas atividades em associação com outras ações negativas do homem sobre o meio ambiente, como as queimadas e a devastação de áreas verdes por meio do desmatamento, tornam cada vez mais impuro o ar que nos circunda.


A comunidade médica internacional entende que respirar um ar impuro é altamente prejudicial à saúde e, dependendo da concentração dos poluentes, toda a população pode apresentar sintomas como tosse seca, cansaço, ardor nos olhos, nariz e garganta. As pessoas de grupos sensíveis como crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias e cardíacas costumam apresentar sintomas ainda mais graves. Desta forma, o poder público possui a obrigação não só de realizar o monitoramento da concentração dos principais poluentes, mas de adotar as medidas mitigadoras necessárias para manter a qualidade do ar em índices que garantam a saúde e o bem estar da população.

Monitoramento da Qualidade do Ar

O monitoramento da qualidade do ar tem como objetivo a quantificação de poluentes atmosféricos, bem como a avaliação da qualidade do ar em relação aos limites estabelecidos. Em razão da maior concentração na atmosfera e dos efeitos nocivos que apresentam, os principais poluentes atmosféricos são:

Clique aqui para mais informações sobre os principais poluentes atmosféricos.

A Resolução Conama nº 3/1990 estabelece para cada um desses poluentes padrões de qualidade do ar, ou seja, limites máximos de concentração que, quando ultrapassados, podem afetar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, bem como ocasionar danos ao meio ambiente em geral. O Distrito Federal adota estes padrões como referência para avaliar a qualidade do ar em geral e os padrões da Resolução Conama nº 382/2006 para acompanhar as emissões provenientes de empreendimentos licenciados.

O efeito da poluição atmosférica sobre a saúde é estimado através do Índice de Qualidade do Ar (IQAr) onde a concentração do poluente está relacionada com um valor adimensional do índice que, por sua vez, pode ser associado à uma escala de cores em função dos possíveis efeitos esperados na população. Desta forma, conhecendo a concentração de poluentes, o ar analisado pode ser classificado como de qualidade: boa, regular, inadequada, má e péssima.

Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar no Distrito Federal

O Programa de Monitoramento da Qualidade do Ar do Distrito Federal está em vigor desde 2005, com uma rede de monitoramento com configuração dinâmica e visão de expansão, sua finalidade é quantificação de poluentes atmosféricos, bem como a avaliação da qualidade do ar em relação aos limites estabelecido para nortear medidas e políticas públicas de busca pela qualidade de vida e ambiental da população local.

 

Atualmente funcionam as estações Rodoviária, Setor Comercial Sul, Fercal e Ciplan. A estação Taguatinga Centro está enfrentando problemas de funcionamento, que estão sendo tratados para que volte a realizar medições. Os pontos de amostragem são escolhidos de forma a privilegiar locais com grande circulação de pessoas:

  • Estação Rodoviária: plataforma inferior da rodoviária do Plano Piloto, próxima aos pontos de embarque e desembarque das diversas linhas de ônibus urbanos;
  • Estação Setor Comercial Sul: próximo a uma parada de ônibus em frente ao Hospital de Base do DF;
  • Estação Taguatinga Centro: canteiro central da DF-085 (EPTG) próximo à Praça do Relógio na Avenida Central de Taguatinga;
  • Estação Fercal: às margens da Rodovia DF 150 e próxima ao posto da PMDF;

As máquinas em operação monitoram manualmente a concentração de partículas totais em suspensão (PTS) ou partículas inaláveis até 10 µm de dimensão (PM10) e concentração de fumaça. O trabalho de monitoramento é feito desde julho de 2013 em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema).

 

O clima local tem duas estações marcantes, uma seca e outra chuvosa, que refletem essa sazonalidade também na qualidade do ar. Sendo a estação seca mais preocupante para população em geral tanto quanto aos níveis de umidade que muitas vezes chegam a estado de atenção, quanto aos poluentes particulados que tem maior dificuldade de dispersão.

 

As questões que mais chamam a atenção quanto à qualidade do ar no âmbito do DF estão relacionadas com as emissões veiculares, com o cenário de uma frota crescente, e com a região administrativa da Fercal, devido à presença de indústrias poluentes, grande fluxo de veículos pesados movidos a diesel e ressuspensão de poeiras.


Confira, a seguir, os dados de monitoramento da qualidade do ar realizado, ao longo dos anos, pelo Ibram:

ok6 Relatórios anuais de monitoramento, entre os anos de 2005 a 2015.

ok6 Resultados de monitoramento entre os anos de 2005 a 2012.

ok6 Resultados mensais de monitoramento da qualidade do ar do ano de 2013.

ok6 Resultados mensais de monitoramento da qualidade do ar do ano de 2014.

ok6 Resultados mensais de monitoramento da qualidade do ar do ano de 2015.

ok6 Resultados mensais de monitoramento da qualidade do ar do ano de 2016.

ok6 Resultados mensais de monitoramento da qualidade do ar do ano de 2017.

 


 
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