Governo do Distrito Federal
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2/06/21 às 8h15 - Atualizado em 2/06/21 às 8h17

Em debate, o ‘Novo Mapa da Cobertura Vegetal do DF’

A Semana do Meio Ambiente foi aberta nesta terça-feira (1º), com um webinário sobre o Novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do DF promovido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema). De acordo com o secretário Sarney Filho, o mapa é um instrumento que vai ao encontro da percepção da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu, de 2021 a 2030, a Década das Nações Unidas sobre Restauração de Ecossistemas na busca por condições que propiciem o reequilíbrio da natureza onde há degradação.

 

“É nesse contexto que precisamos dar foco a políticas socioambientais estruturantes e inovadoras, com uma dimensão que é de Estado e não apenas de governo. Nisso reside a importância de iniciativas como o lançamento de um novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso Solo do DF”, afirmou.

 

O secretário de Meio Ambiente citou outras iniciativas da Sema que incluem a restauração de áreas de nascentes, recarga e preservação permanente, como a recuperação da orla do Lago Paranoá, e a implantação de sistemas agroflorestais mecanizados nas bacias hidrográficas do Descoberto e do Paranoá, as principais da região.

 

Participaram do evento o representante na América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Asher Lessels; o presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), Jean Lima; o secretário executivo do Brasília Ambiental, Thúlio Moraes; o chefe de Articulação da Secretaria de Governo, Jairo Lopes, e o pró-reitor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Edson Cortez Souza. A mediação foi feita pela secretária executiva da Sema, Marília Marreco.

 

Para Asher Lessels, o novo mapa tem um importante papel a desempenhar. Ele lembra que, nos últimos 25 anos, as áreas urbanas do Brasil passaram a concentrar a maior parte da população. “O mapa vai ajudar a entender o que está acontecendo e apontar o que precisamos fazer para conservar a diversidade em meio a uma realidade complexa e que envolve muitos fatores. Com uma ferramenta assim, poderemos acompanhar, visualizar e entender como reduzir danos. O mapa será sucesso e exemplo para replicar em todo o Brasil”, disse.

 

Ferramenta

O chefe de Articulação da Secretaria de Governo, Jairo Lopes, elogiou a iniciativa de formulação do projeto. “Estou feliz, já que, ao longo do tempo, acompanho com certa tristeza a ausência de mecanismos que colaborem com esforços para que cesse a ocupação desordenada no DF, e a ferramenta mostra o esforço do atual governo para a preservação e desenvolvimento sustentável. Contem com a secretaria para que a iniciativa tenha fluidez”, afirmou.

 

Na avaliação do presidente da Codeplan, a atualização das informações é essencial para entender, planejar e monitorar políticas públicas. “Há mudanças muito rápidas acontecendo. Então, é importante responder com evidências científicas para planejar o ordenamento territorial e formular políticas ambientais. Esta ferramenta tem esse papel, além de basear vários estudos em temas relacionados”, observou Jean Lima.

 

O secretário executivo do Brasília Ambiental, por sua vez, falou do papel fundamental que o mapa tem como instrumento para a análise e formulação de políticas públicas. “É importante olhar para o bioma cerrado, os remanescentes de vegetação nativa e unidades de conservação, com vistas a diminuir as ameaças. “Assim, o mapa vem para dar efetividade a alguns instrumentos já previstos nas legislações”, disse.

 

A elaboração do Novo Mapa de Cobertura Vegetal e Uso do Solo do DF conta com recursos do Projeto CITinova, coordenado pela Sema em Brasília e executado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), com coordenação nacional do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e gestão do Pnuma.

 

Escala inédita

Reunindo informações na escala 1:25.000, até agora inédita para o DF, o mapa mostra todas as fitofisionomias da vegetação nativa do Cerrado e os diferentes usos do solo em áreas urbanas e agrícolas do território. “Estamos disponibilizando, assim, às instituições públicas e privadas e à sociedade como um todo, um insumo básico para o monitoramento da dinâmica de ocupação, a identificação do estado da cobertura vegetal e o subsídio a ações de conservação e recomposição da vegetação natural do cerrado”, explicou Sarney Filho.

 

Com previsão de revisões periódicas, o instrumento se manterá atualizado, servindo de suporte à gestão e ao monitoramento das atividades relacionadas aos usos do solo, contendo informações das condições do momento para a regularização fundiária e a solução dos passivos ambientais. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Brasília já é a terceira cidade mais populosa do país e a que cresce em ritmo mais acelerado.

 

“Tais condições nos dão um status e uma responsabilidade acentuados no espectro político e socioambiental brasileiro, mas também enormes desafios em termos de sustentabilidade. A pressão sobre nossos recursos naturais pesa, especialmente, sobre a segurança hídrica e o bem-estar geral da população”, completa.

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