Governo do Distrito Federal
Governo do Distrito Federal
15/09/20 às 14h33 - Atualizado em 15/09/20 às 14h33

Combatentes do fogo florestal preparados para enfrentar setembro crítico  

Setembro de altas temperaturas, umidade relativa do ar baixa, muito propenso a incêndios florestais no Distrito Federal está aí, e o Brasília Ambiental está preparado para enfrentar o mês mais crítico da seca, garante o diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (DPCIF) do Instituto, Pedro Paulo Cardoso.

 

“Estamos com 245 brigadistas, distribuídos em dez bases e seis postos avançados no DF (relação abaixo), prontos para atuar em qualquer foco de incêndio que ocorra nos Parques e Unidades de Conservação, sob a administração do Instituto”, afirma Cardoso.

 

As bases das Brigadas estão localizadas nos parques: Veredinha (Brazlândia), Recreativo do Gama (Prainha), Lago do Cortado (Taguatinga), Riacho Fundo, Águas Claras, Ezechias Heringer (Guará), Lago Norte, Paranoá, Sede do Brasília Ambiental, Estação Ecológica Águas Emendadas (Esecae). Já os Postos Avançados estão nos parques: Três Meninas (Samambaia), Saburo Onoyama (Taguatinga), Jadim Botânico de Brasília, Ermida Dom Bosco, Olhos D`água (Asa Norte) e Jequitibás (Sobradinho).

 

As brigadas florestais que estão nas bases, com exceção da Esecae, contam com cinco a seis combatentes. Na Estação Ecológica são 14. Nos Postos Avançados são dois brigadistas.

 

Os brigadistas foram selecionados e contratados pelo Instituto no início do mês de julho. Já atuaram na fase de prevenção, realizando, por exemplo, aceiros nas unidades ecológicas, consideradas mais vulneráveis. Ao todo, foram feitos 25 aceiros mecânicos e apoiados vários aceiros negros. A função do aceiro, de um modo geral, é retirar o material combustível, que no caso é o mato seco, inviabilizando que o fogo pegue ou se alastre.

 

O diretor avalia que o trabalho da brigada está sendo muito efetivo e ressalta que será mais ainda agora no período crítico. Segundo ele o processo seletivo dos brigadistas é bem rígido. “Para a pessoa ser um brigadista tem que ter experiência, currículo bem focado na área. Todos os nossos brigadistas têm uma bagagem de combate a incêndios consolidada, e a cada dia estão aperfeiçoando mais esta experiência”, enfatiza Cardoso.

 

Ele explica que muitos brigadistas reforçam mais ainda a preparação fazendo cursos no decorrer do contrato de trabalho com o Instituto. Este ano os supervisores de brigada fizeram o curso de SCI Básico (Sistema de Comandos de Incidentes), ferramenta norte-americana, existente desde a década de 70, que organiza e otimiza o atendimento ao incidente, definindo funções. O curso foi feito junto ao Corpo de Bombeiros, e oferecido em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, que coordena o Programa de Prevenção e Combate a Incêndios (PPCIF) do DF.

 

Para Cardoso o importante agora é manter o alerta total e a boa relação, que sempre existiu, com o Corpo de Bombeiros. “Sempre contamos com o apoio deles. Somando forças conseguimos atingir o objetivo, que é diminuir o máximo possível a área queimada no DF”, salienta.

 

Prevenção – A superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon), Rejane Pieratti, endossa o alto nível de preparo do Brasília Ambiental para enfrentar a seca, especialmente, neste mês mais crítico, mas ressalta que, se combater o incêndio florestal é fundamental, preveni-lo é de extrema importância.

 

Pieratti lembra que a maioria dos incêndios florestais ocorre por ações humanas, ações negligentes e ações criminosas. “A negligência ocorre, quando são feitas limpezas de terrenos vizinhos aos parques, com colocação de fogo no mato seco e lixo, e que este fogo se alastra e atinge áreas dos parques”, exemplifica.

 

Mas a superintendente diz que não para por aí. “Têm pessoas que, mesmo sabendo que é proibido, fazem churrascos nos parques, o que leva perigo a esses espaços ecológicos. Outras jogam guimbas de cigarros nos caminhos que existem dentro dos parques. Há ainda quem utilize os parques para desmanche de carro roubado e queime o veículo para sumir com as provas. De tudo isso temos registros, infelizmente”, lamenta a superintendente.

Por todas essas situações, Pieratti pede consciência à população de que os parques são espaços ecológicos, de uso público, que precisam contar com o cuidado de todos que os frequentam.

 

Tanto o diretor quanto a superintendente pedem à população que avisem, imediatamente, via 193 ou pelo 99224-7202 – este último apenas quando for dentro de um parque ou UC – quando avisarem foco de incêndio, independente do tamanho. Para os casos de parque e unidades podem ser enviadas mensagens e/ou foto via whatsapp, inclusive, com a localização do foco.

Brasília Ambiental - Governo do Distrito Federal

SEPN 511 - Bloco C - Edifício Bittar - CEP: 70.750-543